Percepções de LGBTs sobre o Acesso à Atenção Primária de Saúde na Cidade de Guaiúba, CE
PDF
HTML

Palavras-chave

atenção primária de saúde
pessoas LGBT
acesso
iniquidade em saúde

Como Citar

ROCHA, Felipe Coura; SAMPAIO, Juliana Vieira. Percepções de LGBTs sobre o Acesso à Atenção Primária de Saúde na Cidade de Guaiúba, CE. Revista Psicologia e Saúde, Campo Grande, v. 14, n. 2, p. 99–115, 2022. DOI: 10.20435/pssa.v14i2.1284. Disponível em: https://pssaucdb.emnuvens.com.br/pssa/article/view/1284. Acesso em: 5 mar. 2026.

Resumo

O acesso aos serviços de saúde tem se mostrado um desafio constante na trajetória de pessoas LGBT. Considerando isso, este estudo objetivou analisar a percepção de pessoas LGBT sobre o seu acesso às unidades básicas de saúde de Guaiúba, no Ceará. Utilizou-se o método qualitativo, a partir do uso de entrevista semiestruturada e questionário socioeconômico. No total, sete pessoas foram entrevistadas entre os meses de agosto e outubro de 2019. Identificou-se a perpetuação de violações de direitos que reforçavam práticas de iniquidade e invisibilidade das demandas de saúde dessa população. O desrespeito ao nome social e as barreiras atitudinais foram práticas apontadas, criando abismos entre pessoas LGBT e os serviços de saúde. Diante disso, faz-se necessário que profissionais possam investir na capacidade de dialogar, construir e compartilhar cuidados que legitimem a diversidade humana.

https://doi.org/10.20435/pssa.v14i2.1284
PDF
HTML

Referências

Aguiar, W. M. J. (2015). A pesquisa em psicologia sócio-histórica: Contribuições para o debate metodológico. In A. M. B. Bock (Org.), Psicologia sócio-histórica: Uma perspectiva crítica em psicologia (pp. 157–171). Cortez.

Albuquerque G. A., Garcia C. L., Alves M. J. H., Queiroz C. M. H. T., & Adami F. (2013). Homossexualidade e o direito à saúde: Um desafio para as políticas públicas de saúde no Brasil. Saúde em Debate, 37(98), 516–524. https://doi.org/10.1590/S0103-11042013000300015

Cardoso, M. R., & Ferro, L. F. (2012). Saúde e população LGBT: Demandas e especificidades em questão. Psicologia: Ciência e Profissão, 32(3), 552–563. https://doi.org/10.1590/S1414-98932012000300003

Freire E. C., Araújo F. C. A., Souza A. C., & Marques D. (2013). A clínica em movimento na saúde de TTTs: Caminho para materialização do SUS entre travestis, transsexuais e transgêneros. Saúde em Debate, 37(98), 477–484. https://doi.org/10.1590/S0103-11042013000300011

Ferreira B. O., Nascimento E. F., Pedrosa J. I. S., & Monte L. M. I. (2017). Vivências de travestis no acesso ao SUS. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 27(4), 1023–1038. https://doi.org/10.1590/s0103-73312017000400009

Ferreira B. O., Pedrosa J. I. S., & Nascimento E. F. (2018). Diversidade de gênero e acesso ao sistema único de saúde. Revista Brasileira de Promoção da Saúde, 31(1), 1–10. https://doi.org/10.5020/18061230.2018.6726

Gil, A. C. (2008). Métodos e técnicas de pesquisa social (6ª ed.). Atlas.

Lionço, T. (2009). Atenção integral à saúde e diversidade sexual no Processo Transexualizador do SUS: Avanços, impasses, desafios. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 19(1), 43–63. https://doi.org/10.1590/S0103-73312009000100004

Lionço, T. (2008). Que direito à saúde para a população GLBT? Considerando direitos humanos, sexuais e reprodutivos em busca da integralidade e da equidade. Saúde e Sociedade, 17(2), 11–21. https://doi.org/10.1590/S0104-12902008000200003

Mello, L., Perilo, M., Braz, C. A., & Pedrosa, C. (2011). Políticas de saúde para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no Brasil: Em busca de universalidade, integralidade e equidade. Sexualidad, Salud y Sociedad, (9), 7–28. https://doi.org/10.1590/S1984-64872011000400002

Minayo, M. C. S. (2010). O desafio do conhecimento: Pesquisa qualitativa em saúde (12ª ed.). Hucitec.

Ministério da Saúde. (1989). Direitos das PVHIV. Departamento de doenças de condições crônicas e infecções sexualmente transmissíveis. http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/direitos-das-pvha

Ministério da Saúde. (1990). Lei n. 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Presidência da República.

Ministério da Saúde. (2013). Política nacional de saúde integral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (1ª reimp.). Secretaria de gestão estratégica e participativa.

Ministério da Saúde. (2017). Portaria n. 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a política nacional de atenção básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da atenção básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ministério dos Direitos Humanos. (2018). Manual orientador sobre diversidade. Secretaria nacional de cidadania.

Negreiros, F. R. N., Ferreira, B. O., Freitas, D. N., Pedrosa, J. I. S., & Nascimento, E. F. (2019). Saúde de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais: Da formação médica à atuação profissional. Revista Brasileira de Educação Médica, 43(1), 23–31. https://doi.org/10.1590/1981-52712015v43n1rb20180075

Oliveira, M. M. (2001). Metodologia Interativa: Um processo hermenêutico dialético. Interfaces Brasil/Canadá, 1(1), 67–78. https://doi.org/10.15210/interfaces.v1i1.6284

Rocon P. C., Rodrigues A., Zamboni J., & Pedrini M. D. (2016). Dificuldades vividas por pessoas sem acesso ao Sistema Único de Saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 21(8), 2517–2526. https://doi.org/10.1590/1413-81232015218.14362015

Santos, J. S., Silva, R. N., & Ferreira, M. A. (2019). Saúde da População LGBTI + na Atenção Primária à Saúde e Inserção de Enfermagem. Escola Anna Nery, 23(4), e20190162. https://doi.org/10.1590/2177-9465-ean-2019-0162

Silva L. K. M., Silva A. L. M. A., Coelho A. A., & Martiniano C. S. (2017). Uso do nome social no Sistema Único de Saúde: Elementos para o debate sobre a assistência prestada a travestis e transexuais. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 27(3), 835–846. https://doi.org/10.1590/s0103-73312017000300023

Silva, A. L. R., Finkle, M., & Moretti-Pires, R. O. (2019). Representações sociais de trabalhadores da atenção básica à saúde sobre pessoas LGBT. Trabalho, Educação e Saúde, 17(2), e0019730. https://doi.org/10.1590/1981-7746-sol00197

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2022 Revista Psicologia e Saúde